Aldeias Históricas

 


A sua população original chegou aqui migrando de outro castelo lusitano a norte após ocupação pelos romanos corria o ano de 61 A.C. Os Árabes chamavam-lhe Al-Mêda (a Mesa) devido à sua construção em planalto. Após a reconquista cristã em 1190 Almeida foi disputada entre Portugal e Leão, passando a fazer parte de Portugal com o tratado de Alcanizes no ano de 1297.

O Seu primeiro foral foi atribuído por D. Dinis e data de 1296, tendo este ordenado a reconstrução do seu castelo original. Almeida viu em 1510 o seu foral renovado por D. Manuel. O centro medieval cresceu em torno do seu castelo de base retangular onde existia ainda a antiga Igreja Matriz. Por altura das invasões francesas ocorreu uma grande explosão do revelim do paiol, arrasando grande parte da localidade assim como o seu castelo original.

A sua característica mais marcante é a sua forma que se assemelha a uma estrela quando vista do céu, isto deve-se à sua arquitetura de praça-forte, destinada à defesa contra artilharia e bem ao estilo do engenheiro Francês Antoine Deville. Esta praça-forte dispõe de baluartes e revelins com fossos de 12 metros de profundidade em média, assim como de casamatas que são estruturas subterrâneas, às quais a população recolhia em caso de perigo. Mais tarde utilizadas como prisão e mais recentemente albergam o museu militar de Almeida.

Durante as Lutas liberais, Almeida tomou partido por D. Miguel acabando por capitular e por ver as suas muralhas novamente destruídas. A sua reconstrução foi iniciada em 1853, mas apesar da sua localização e de toda a sua historia militar o ultimo esquadrão de cavalaria abandonou a localidade em 1927. Desde então Almeida perdeu toda a sua atividade militar.

A vila de Belmonte, situada nos antigos Montes Crestados, atual Serra da Esperança, é uma localidade cheia de história e tradição. Os primeiros vestígios de vida humana remontam à idade do Bronze e nunca mais esta terra foi abandonada pelas suas gentes, o seu foral data de 1119 remontando ao início da nacionalidade.

Belmonte foi também o berço de Pedro Álvares Cabral, o descobridor do Brasil cuja dádiva ao mundo é nos dias de hoje testemunho da grandiosidade de um povo. Venha fazer uma viagem desde o início da humanidade através do império romano passando pelos tempos áureos dos descobrimentos até aos nossos dias.

Como guardiã desta enorme herança cultural, a vila de Belmonte têm à disposição de quem a quiser conhecer, infraestruturas destinadas a preservar e estudar o seu legado na história do país e do mundo:

Local ocupado pelo homem desde a Idade do Bronze, com vestígios importantes de presença Romana, Castelo Mendo viu o seu Foral concedido por D. Sancho II no ano de 1229. A sua estrutura urbanística é vincadamente medieval e foi criada durante a Reconquista Cristã nos Séculos XII e XIII. Foi também um importante bastião de defesa contra as invasões do Reino de Leão e Castela na região Riba-Côa. Este sistema defensivo só perde eficácia estratégica no seculo XVII, altura em que as estruturas mais recentes são construídas.

Este facto levou à existência de dois núcleos muralhados de diferentes períodos, um de caris misto, militar e civil e o segundo puramente militar. Apesar da sua importância geopolítica na região e de ser dotada de estruturas civis como a Casa da Câmara e Cadeia e uma Igreja, Castelo Mendo viu em 1855 por ocasião da reforma administrativa liberal, perder o estatuto de centro urbano.

Na sua génese esta localidade pertencia aos territórios doados pelo reino de Portugal à Ordem dos Templários, depois Ordem de Cristo, como forma de promover e assegurar a posse cristã das terras da Beira, no decorrer da sua conquista aos muçulmanos no Séc. XIII, foi já no Sec. XIV que D. Manuel I atribuiu a Castelo Novo o seu foral. No que concerne à distribuição urbana, esta assume características medievais com intervenções do estilo Manuelino e Barroco.

O seu castelo implantado a 650m de altitude assume o centro da povoação que em seu redor se desenvolveu, não existindo muralha envolvente dos edifícios civis religiosos e públicos existentes. Como é o caso da Casa da Câmara e cadeia, e das três igrejas construídas nos seculos XVI, XVII e XVIII.

Várias foram as culturas que ocuparam Riba-Côa desde o Paleolítico, a provar isso existem ainda vestígios Megalíticos, Romanos e Árabes. Reconquistada aos Árabes no Séc. XI e tornada dependente do Reino de Leão, foi em 12 de Setembro de 1297 que através da assinatura do tratado de Alcanizes por D. Dinis a localidade integrou definitivamente o território Português, reconfirmando o seu foral, foi D. Dinis que ordenou a reconstrução do seu castelo, Ação repetida mais tarde por D. Fernando.

Castelo Rodrigo está rodeada por uma muralha inicialmente composta por 13 torreões, a organização urbana dentro das muralhas é nitidamente medieval, encontrando-se ainda elementos de vários períodos da história refletidos em elementos de arquitetura Manuelina e até mesmo Árabe.

Após as guerras da restauração, Castelo Rodrigo foi perdendo a sua importância e a 25 de Junho de 1836, D. Maria II passou a sede de concelho para Figueira de Castelo Rodrigo.

Uma pequena aldeia com um grande passado, testemunhado pelo notável conjunto de ruinas que conserva sendo uma importante estação arqueológica portuguesa.

Este espaço, originalmente uma cidade romana do Séc. I a.C., parte integrante do território da Civitas Igaeditanorum e elevada a município romano mais tarde. O seu nome aparece referenciado numa inscrição do período encontrada na ponte de Alcântara, onde atesta esta localidade como uma das que contribuiu para a sua construção.

Durante o período visigótico, a povoação esteve em grande desenvolvimento, tendo sido sede de diocese desde 599 e centro de cunhagem de moeda em ouro (trientes). Os Árabes ocuparam a povoação até a sua tomada por D. Afonso III durante a reconquista cristã, fazendo assim parte do condado Portucalense por altura da fundação de Portugal. Foi doada aos Templários por D. Afonso Henriques e em 1229 D. Sancho II deu-lhe foral. Incluída mais tarde na Ordem de Cristo. Em 1510 D. Manuel I renovou o seu foral e em 1762 figurava como vila na comarca de Castelo-Branco. Em 1821 torna-se sede de um pequeno concelho que foi extinto em 1836.

Apesar de haver registos da passagem de vários povos por Linhares como por exemplo os Romanos, Visigodos e Árabes, foi após a Reconquista Cristã que linhares começou a adquirir o seu traçado urbanístico de caris medieval. Funcionava como parte do sistema defensivo da bacia do Mondego na retaguarda das fortificações raianas.

O seu castelo construído num cabeço rochoso a 820m de altitude, é o núcleo gerador do aglomerado, no seu sopé a vila assume um perímetro triangular.

No seu património arquitetónico encontram-se edifícios ligados à assistência aos peregrinos, pobres e doentes, tendo inclusive existido uma albergaria e um hospital, existem também algumas casas nobres com janelas e portas decoradas ao estilo Manuelino. Foi também local de uma pequena comunidade Judaica que por ser obrigada a viver apartada da comunidade cristã constituiu um bairro próprio (Júdiaria).

As origens de Marialva parecem remontar ao tempo da antiga cidade de Aravor, fundada pelos Túrdulos no Séc. VI a.C., tendo o seu castro assumido o de núcleo principal da comunidade dos Aravos, sendo conhecido por Castro dos Aravos. Com a ocupação Romana o nome da povoação alterou-se para Civitas Aravorum e a sua reconstrução remonta ao tempo de Adriano e Trajano, foi uma localidade de grande importância pois encontrava-se na convergência de grandes vias entre as quais a Via Imperial da Guarda a Numão. A primeira ocupação cristã foi consumada pelos Godos que lhe mudaram o nome para São Justo, a estes seguiram-se os Árabes que mais uma vez lhe mudaram o nome, desta feita para Malva.

Com a reconquista Cristã por D. Fernando Magno de Leão em 1063 o nome foi definitivamente mudado para Marialva. D. Afonso Henriques concedeu-lhe o primeiro foral em 1179. Marialva sofreu um grande desenvolvimento após 1200 pois a sua localização e a existência de uma feira (dia 15 de cada mês) concedia privilégios aos seus habitantes. No Séc. XIII a fixação de judeus nesta localidade deu origem a uma judiaria.

Em 1855 o concelho de Marialva foi suprimido e passou a fazer parte do concelho de Vila Nova de Foz Côa. Já em 1872 foi incorporada no concelho de Mêda.

A aldeia do Piódão, classificada como “imóvel de interesse público” fica localizada na Serra do Açôr e perfeitamente enquadrada no seu meio envolvente. Trata-se de uma povoação que se acredita ter sido casa de pastores Lusitanos, que na altura a designavam de “Casas Piódam”, especula-se a instalação neste local de um mosteiro de Cister, mas da sua presença não restam hoje vestígios.

Uma das características mais vincadas é a própria malha urbanística, organizada de uma forma cerrada e sinuosa, as suas habitações são construídas quase totalmente em xisto assim como as suas coberturas, feitas com lages do mesmo material, o que a trona uma visão de rara beleza. A sua igreja Matriz data do Séc. VIII/XIX e a sua base foi construída na possível localização do Mosteiro já referido. Nos Finais do Séc XIX, o Cônego Manuel Fernades Nogueira funda um colégio no Piódão, que funcionou entre 1886 e 1906.

Típica aldeia medieval do Séc. XII-XIV, com traçado sinuoso, adaptada à irregularidade topográfica que a zona que concede, teve o seu foral atribuído em 1228, mantendo o seu estatuto de concelho até à reorganização administrativa liberal no Séc. XIX. As suas funções eram essencialmente defensivas devido à sua posição em relação à fronteira com Espanha.

Apesar de ter sofrido muitas alterações no período Manuelino, os anos que se seguiram tornaram irrelevante a sua estrutura para a defesa da população que optou por erigir as nossas habitações fora do perímetro muralhado, este facto confere a Sortelha um aspeto inalterado, como que parado no tempo. As habitações existentes dentro das muralhas assumem uma configuração de dois pisos construídas com materiais existentes na zona, apesar do aspeto rude das suas fachadas, algumas destas habitações exibem alguns traços mais cuidados, sendo reveladoras da importância dos seus moradores na época, como por exemplo: a casa do escrivão, a casa do governador ou a casa do juiz.

As habitações existentes dentro das muralhas assumem uma configuração de dois pisos construídas com materiais existentes na zona. Como espaços urbanos de relevância estão a Casa da Câmara e Cadeia; pelourinho, largo da igreja, as ruinas do antigo hospital da Misericórdia e a Capela de Santiago.

Desde o seu inicio ocupada por vários povos que iniciaram a sua fortificação, restam hoje ainda, vestígios inegáveis da presença romana nesta povoação. As pontes e as estradas são testemunhas desse tempo. Assumindo uma importância vital na reconquista Cristã do Sul aos Árabes que nesta permaneceram entre 983 d.C. e 1059, ano que foi reconquistada por Fernando o Magno, viu seu foral ser atribuído em 1160 por D. Afonso Henriques. Contudo as sucessivas investidas dos Mouros arruinaram a localidade que mais tarde por ordem de D. Sancho I foi repovoada, sendo-lhe reconfirmado o foral em 1217 por D. Afonso II e por D. João I em 1391.

A sua praça-forte ganhou grande importância após a definição das fronteiras entre Portugal e Castela, o que proporcionou um forte crescimento da urbe. D. Dinis ordenou a construção de um perímetro muralhado de 1km, fundou a sua feira franca e integrou a povoação no dote da rainha, tendo até celebrado o seu casamento com a Princesa D. Isabel de Aragão na Vila de Trancoso decorria o ano de 1282.

 

 

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